segunda-feira, 12 de maio de 2014

D. JOÃO II

D. João II, apercebendo-se das grandes riquezas da costa africana (ouro, escravos, marfim) deu um grande impulso às descobertas marítimas.
O grande objectivo era descobrir a passagem para o Oceano Índico para alcançar a Índia - local de origem das especiarias. Foi Bartolomeu Dias, em 1488, quem dobrou pela primeira vez o Cabo das Tormentas, depois chamado da Boa Esperança.

MORREU O INFANTE... E AGORA?

Em 1460 o Infante D. Henrique morre. Como é que se vai continuar a aventura dos descobrimentos? Na época já não reinava D. João I, nem seu filho D. Duarte. Era rei de Portugal D. Afonso V.
Este rei esteve sempre mais interessado nas conquistas no Norte de África do que nas descobertas marítimas. Assim, encarregou o burguês Fernão Gomes, comerciante de Lisboa, de explorar durante cinco anos os territórios da costa de África, alargando-os e aí fazendo comércio.
A partir de 1474 foi o princípe D. João (futuro rei D. João II) que se encarregou pessoalmente de dirigir os descobrimentos.

CABO VERDE - ILHA DO SAL

PRAIAS A PERDER DE VISTA
ÁGUA AZUL TURQUESA
PÔR-DO-SOL
O INTERIOR DESÉRTICO DA ILHA
SALINAS DE PEDRA LUME

CHEGAMOS A CABO VERDE

Os navegadores portugueses chegaram ao arquipélago por volta de 1460 e, no espaço de dois anos, aportaram a todas as ilhas.

D. HENRIQUE? QUEM É ESTE AGORA?

Ficam os Afonsinhos a saber que o infante D. Henrique era o 3º filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre.
Foi ele o responsável pela descoberta das ilhas atlânticas e pela exploração da costa africana, apetrechando os barcos e enviando navegadores, homens da sua confiança, para liderarem as explorações.
Segundo reza a lenda fixou-se no sul do país, no Algarve, mais propriamente na região de Lagos/Sagres, onde instalou uma espécie de centro de estudos naúticos e de cartografia.

ONDE ESTAMOS? PARA ONDE VAMOS? QUEREMOS IR POR AÍ?

FAZER MAPAS
BÚSSOLA OU AGULHA DE MAREAR
QUADRANTE

BALESTILHA
ASTROLÁBIO
VELA TRIANGULAR OU LATINA
Era muito complicado para os navegadores portugueses orientarem-se durante a noite e sem ter a costa à vista. Podiam perder-se, não chegar a nenhum destino e nem conseguir voltar para casa. Por isso juntaram conhecimentos científicos e técnicos de outras culturas e povos (judeus, árabes e mesmo indianos) e aplicaram-nos nas navegações para saberem onde estavam e fazer os cálculos para onde queriam ir (surgiram assim as primeiras cartas de marear, isto é, mapas de navegação).

BARCOS PARA TODOS OS GOSTOS

CARAVELA


BARINEL


BARCA

Os Afonsinhos já sabem que para iniciar a expansão os portugueses tiveram de desenvolver a construção naval por forma a obterem barcos suficientemente velozes, capazes de aguentar as condições de ventos contrários e correntes marítimas em alto mar (longe da costa). As primeiras viagens (conquista de Ceuta, Madeira, Açores, passagem do Bojador) foram feitas em simples barcas e barinéis. Mas, depois, para a exploração da costa africana desenvolveu-se a caravela, um navio maior, para viagens de mais longa duração e mais eficazmente equipado com leme fixo à popa, com velas triangulares e capaz de bolinar (navegar com ventos contrários).